Aprenda Sobre a Escala Pentatônica Menor e Penta Blues

Quem quer criar solos e improvisos na guitarra ou violão precisa conhecer a escala pentatônica menor e a penta blues.

Ambas as escalas são ideias para quem quer solar ou improvisar em blues, rock e até mesmo no jazz e country.

No entanto, é importante que, antes de ingressar nesse estudo, você já tenha um conhecimento sobre intervalos musicais e formação de acordes. Esse conhecimento te dará uma base sólida para conseguir entender sobre essas escalas e também como aplicá-las.

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Por exemplo: é necessário entender sobre intervalos para que você consiga entender o padrão de intervalos para formação de cada escala.

E um outro estudo muito importante também é o sobre teoria musical, assim poderá entender alguns conceitos apresentados.

Esclarecido isso, vamos agora conhecer essas duas escalas musicais e como usá-las em seus solos.

Conhecendo a escala pentatônica menor

A escala pentatônica menor é a que podemos chamar de rainha quando se trata de improvisos. Essa escala é usada em diversos tipos de músicas. E não apenas quando se trata de música ocidental, mas na música oriental ela também é muito usada, como na China, por exemplo.

No entanto, atualmente a escala pentatônica menor é mais usada para solos e improvisos em rock e blues.

A escala pentatônica menor é derivada da escala menor natural, só que, como ela tem apenas 5 notas (por isso o nome pentatônica), omitimos da escala menor natural a 2ª e 6ª notas (ou o segundo e o sexto graus) para formar a pentatônica menor. Diferente da pentatônica maior, que usa a escala maior natural e omite-se o quarto e o sétimo grau.

Para entender melhor vejamos um exemplo a seguir no tom de C:

– A escala menor de C tem as notas:

C – D – Eb – F – G – Ab – Bb – C

– Já a pentatônica menor de C tem as notas:

C – Eb – F – G – Bb – C

Note que retiramos os graus dois e seis, ficando apenas com 5 notas:

C – Eb – F – G – Bb

É esse o padrão para montarmos qualquer escala pentatônica menor, sempre nos baseando pela escala menor natural e retirando esses dois graus.

E aqui uma curiosidade bastante importante: na escala pentatônica menor não existe nenhum intervalo de semitom (meio tom) entre as notas que compõem essa escala:

– Entre C e Eb temos o intervalo de 1 tom e meio;

– Entre Eb e F temos o intervalo de 1 tom;

– Já entre F e G temos o intervalo de 1 tom;

– Entre G e Bb temos o intervalo de 1 tom e meio;

– E entre Bb e C há o intervalo de 1 tom.

Mas por que essa é uma curiosidade importante?

É porque isso confere a essa escala a sua versatilidade, podendo ser usada em diferentes estilos musicais e em diferentes progressões, harmonias. É como se todas as notas de uma pentatônica caíssem bem num solo ou improviso.

Então, está aí o segredo de muitos guitarristas ou violonistas conseguirem criar seus solos, riff, improvisos, etc. É a partir dessa e de outras escalas, como a penta blues, que eles conseguem escolher as notas certas.

Onde posso usar a escala pentatônica menor?

Como a pentatônica menor é uma escala derivada da escala menor natural, você pode usá-la onde usaria essa escala.

No entanto, ela traz mais vantagens, pois pode também ser aplicada em contextos onde a escala menor natural não poderia. É por esse e outros motivos que muitos músicos simplesmente amam a escala pentatônica menor.

Um exemplo disso seria a aplicação da pentatônica menor no blues. Por isso, pratique bastante essa escala em músicas desse tipo. Uma dica seria fazer uso de backing tracks ou mesmo gravar uma base e solar sobre ela usando essa escala.

Backing Tracks

Caso você não sabe o que é backing tracks, assista esse vídeo abaixo que é bem completo sobre o termo.

E o que são shapes de pentatônica?

Provavelmente você já deve ter ouvido por aí o termo “shape” ou mesmo “desenho” quando queremos nos referir a organização das notas de uma escala.

Logo, um “shape de pentatônica” nada mais seria que uma forma de organizar/distribuir as notas dessa escala numa determinada região do braço do instrumento.

Mas como assim?

Tomando ainda como exemplo as notas que compõem a escala pentatônica menor de C:

C – Eb – F – G – Bb – C

Essas notas estão espalhadas pelo braço da guitarra ou violão. Mas com um shape (desenho) você consegue organizar essas notas numa região do braço do instrumento.

Para que haja um melhor entendimento, veja a seguir um exemplo de shape no braço do instrumento:

Pentatônica Menor de G no Shape de E
Pentatônica Menor de A no Shape de E

Algumas dicas para usar a escala pentatônica menor

Nós reunimos aqui algumas dicas para você utilizar a pentatônica menor em seus solos ou improvisos.

1 – Memorize o padrão de intervalos para conseguir montar escalas pentatônicas em diferentes tons. Esse é um exercício bastante útil e divertido também;

2 – Use a escala num contexto tonal (lembre-se que “tom” tem a ver com a escala usada e “tonalidade” tem a ver com ser a escala menor ou maior). Por exemplo: use essa escala dentro de um campo harmônico menor ou, em outro caso, use-a sobre a escala relativa de uma escala maior (ou seja, usando a escala pentatônica menor relativa). Se você estudou um pouco sobre escalas antes, deve saber que dentro de um campo harmônico maior há como construir uma escala menor partindo do sexto grau dessa escala (relativo menor);

3 – Toque a escala começando de outras notas que a compõem, por exemplo: na escala pentatônica menor de C, que sabemos ter as notas C – Eb – F – G – Bb – C, você pode tocar partindo da nota Eb, ao invés da nota C. Isso gerará desenhos peculiares, assim como acontece com o modos gregos, por exemplo, onde com apenas uma escala conseguimos compor outras 7 através dos novos desenhos.

Com essas dicas, você tem muito material para estudar e praticar a escala pentatônica menor.

Conhecendo a escala penta blues (ou escala de blues)

Agora que vimos sobre a escala pentatônica menor, vamos conhecer a escala penta blues.

Essa escala nada mais é do que a pentatônica menor com o acréscimo de um acorde.

Mas algo curioso aqui é quanto a um dos nomes usados para designar a escala de blues, que é chamá-la de “penta blues”. Apesar de ser um termo amplamente usado, não seria algo certo, afinal de contas essa escala possui 6 notas (com o acréscimo da quinta diminuta) e não 5 como a pentatônica.

Voltando a explicação…

Como mencionamos brevemente, a pentatônica menor é derivada da escala menor natural, mas omitindo o segundo e o sexto grau.

No exemplo de C seria assim:

– Escala menor natural:

C – D – Eb – F – G – Ab – Bb – C

– Escala pentatônica menor:  

C – Eb – F – G – Bb – C (aqui retiramos as notas D e Ab)

Então como formamos a escala penta blues?

Basta pegarmos a escala pentatônica menor e adicionarmos uma nota, essa nota é a que fica entre o quarto e o quinto grau da escala pentatônica menor. Ela é conhecida como “blue note” e é ela quem dá aquela característica de blues para a escala.

No exemplo em C, com as notas C – Eb – F – G – Bb – C, adicionamos a nota que seria a quinta diminuta, nesse caso, um Gb. Logo, a escala penta blues ficaria assim: C – Eb – F – Gb – G – Bb – C. A nota acrescentada fica entre o terceiro e o quarto grau da escala de blues (ou entre a terceira justa e a quarta justa).

Por isso essa nota acrescentada é chamada de “blue note”, pois ela fica meio tom abaixo da nota natural da escala, que a quinta justa.

Um outro exemplo seria se quisermos montar a escala de blues em D, nesse caso, usaríamos o mesmo conceito de acréscimo de notas. Mas primeiro precisamos descobrir a pentatônica menor nesse tom. Assim, teríamos as notas: D – F – G – A – C formando a pentatônica menor de D.

Agora, seguindo o padrão e acrescentando a blue note, que nesse caso é Ab, teremos a escala de blues em D, assim:

D – F – G – Ab – A – C

Logo, a estrutura para montarmos outras escalas de blues seria sempre primeiro montar a pentatônica menor, depois adicionar a blue note entre a terceira e quarta nota dessa escala. Desse modo fica mais fácil e prático.

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Onde posso usar a escala de blues?

A escala de blues (penta blues) pode ser usada nos mais variados estilos musicais. Devido a isso, ela é uma das escalas mais usadas pelos músicos que tocam distintos instrumentos: guitarra, violão, piano, etc.

Essa escala pode ser aplicada no blues, no jazz, entre outros, seja para criar solos, riffs, arranjos ou mesmo improvisos em diferentes tipos de músicas.

Aqui entra um conceito similar ao uso da escala pentatônica menor, qual pode ser usada em situações que pedem o uso da escala menor natural. No caso da escala penta blues, ela pode ser usada onde caberia o uso da escala pentatônica menor.

E aqui existem duas formas de fazer uso dessa escala:

– Sobre acordes para dar o efeito característico da quinta diminuta, mas onde não se use com tanta frequência ou sobre acordes de forma rápida (de passagem);

– E como a escala de blues contém a terça menor, ela encaixa muito bem para improvisação sobre acordes menores.

Um contexto de aplicação, no caso do segundo exemplo (baseado na terça menor), seria sobre acordes que tem a função superdominante, sendo um relativo menor, por exemplo:

– Na sequência: D – Bm – Em – A, podemos usar a escala de blues sobre o acorde Bm, pois ele cumpre a função superdominante (sendo o acorde relativo menor de D).

Outras dicas para usar a escala penta blues

Se você quer dar aos seus solos aquela cara do blues, pode também fazer uso da escala relacionada ao tom (escala de blues de D sobre o campo harmônico de D) por todos os acordes na progressão.

No entanto, não é apenas usar a escala de blues no seu estado principal subindo e descendo. Você precisa fazer uso dos shapes para dar vida aos seus solos e improvisos. É por meio desse desenhos que você começa a dar a cara do blues aos seus solos.

Um dica aqui é fazer uso das notas de repouso da escala sempre nos tempos fortes da progressão. Usando o exemplo no tom de C: temos as notas D – F – G – Ab – A – C, as notas de repouso seriam C, F e G. Aqui nós usaremos as blue notes para preparar para a chegada da nota principal, nossa nota alvo.

Contudo, agora o importante é absorver todo esse conteúdo e colocar o que foi mostrado em prática. Faça exercícios, treine ambas as escalas usando backing tracks ou mesmo com um metrônomo.

Resumo do artigo Aprenda Sobre a Escala Pentatônica Menor e Penta Blues:

  • Conhecendo a escala pentatônica menor
  • Onde posso usar a escala pentatônica menor?
  • E o que são shapes de pentatônica?
  • Algumas dicas para usar a escala pentatônica menor
  • Conhecendo a escala penta blues (ou escala de blues)
  • Onde posso usar a escala de blues?
  • Outras dicas para usar a escala penta blues

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